Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de maio, 2008

Verdade Velada

Eu vi a verdade velada nas ruas Por isso corri na contra mão. O desespero engana o coração Com um perigo iminente, Muitas vezes uma fantasia Uma farsa pós moderna, Um peso supérfluo e sem sentido que se carrega dentro, Como as coisas sem sentido Sentidas na alma. Mas ainda hoje eu perguntei para o lis Perdido em qualquer jardim: Onde foi que as lágrimas de minhas angustias Regaram e alvejaram suas pétalas? E quando foi que chorei sem motivo A dor dos incompreendidos? Ignorei as palavras torpes Com as quais me acusaram sem motivo Deve-se olhar para frente, amigo. E acompanhar a melodia que alegrará Nossos corações niilistas. Ainda ontem Eu e Nietzsche brigamos muito Eu o chamei de prolixo e sofista Eu o chamei de porco chauvinista Pois eu ainda creio E se deve olhar para frente, amigo Sempre

Fim de Tarde

Um outro caminho, santo sempre acima das nuvens, acima da apatia com que me maltratam. A noite nunca deixa de vir, não deixa, e eu não deixo. Não deixo. Fim de tarde, o sentido perdido de minha aflição Meu peso na alma. Da vida quero um favo de mel Móveis imóveis E outras coisas efêmeras Da vida quero um raio de sol Quero entre giletes e escovas de dente Um reflexo mais feliz no espelho. Não seguirei meu coração Não quero chegar tarde Apesar das voltas que dei pela cidade Pelas ruas, vielas E passarelas. Eu nunca fui fashion Baby, oh não.

desejo de ser importante

Em vão tentei carregar de rancores a poesia Meus gritantes rancores taciturnos Para ferir meus iguais feridos Mas a poesia não soa assim Ela está aquém dos defeitos humanos, Da mecânica alienada de nossas cidades Sublime e flutuante, a poesia observa a vida E detém seu canto no que há de mais tocante e profundo. Por isso lavei meu coração Vendo que a poesia apreciava mais a mim que eu a ela Pois enquanto eu perdido na multidão Ela me encontrou, e ela era como um sorriso que se abre Deu-me um abraço Assim satisfez meu íntimo desejo de ser grande Entendi que todos merecem singular atenção Pois se não se sentirem importantes Definharão famintos por isto Na ânsia de seus corações solitários.

ferida aberta

Minha ferida aberta meus pontos se romperam meu sangue escorreu pelos meus passos passos vermelhos sobre o espaço branco do nada diante de mim. Meu ser escarlata vermelho vexame meu ser rubro de vergonha. Meu Deus! Perdoa minha falta de fé minha falta de branco. Minha ferida está aberta e longe da cura. o Teu altar não sei mais onde fica e o sentido ou estesia da vida não sei mais onde ficam. Minha ferida ainda aberta: eu não os entreguei, meus pontos é que se romperam

Mundo humano

A injustiça vai bem, obrigado! Mas meu peito sofre com palpitações Nessa resignação ensopada por meu pranto. Odiei minha condição de desprezado. Um filho bastardo da vida. Poeta. Fui um desvio de regra Não me amaram, em raras exceções, os que me conheceram Pela dificuldade humana de tirar os olhos do próprio umbigo. Me viraram as costas. Ódio e mágoa são sentimentos humanos E não fui menos humano do que eles