Eu vi a verdade velada nas ruas Por isso corri na contra mão. O desespero engana o coração Com um perigo iminente, Muitas vezes uma fantasia Uma farsa pós moderna, Um peso supérfluo e sem sentido que se carrega dentro, Como as coisas sem sentido Sentidas na alma. Mas ainda hoje eu perguntei para o lis Perdido em qualquer jardim: Onde foi que as lágrimas de minhas angustias Regaram e alvejaram suas pétalas? E quando foi que chorei sem motivo A dor dos incompreendidos? Ignorei as palavras torpes Com as quais me acusaram sem motivo Deve-se olhar para frente, amigo. E acompanhar a melodia que alegrará Nossos corações niilistas. Ainda ontem Eu e Nietzsche brigamos muito Eu o chamei de prolixo e sofista Eu o chamei de porco chauvinista Pois eu ainda creio E se deve olhar para frente, amigo Sempre
gardei tudo aí dentro