. Já bem cedo bato meu ponto cotidiano de fazer poemas minha dor é material de consumo, entretenimento para as massas. Esse é meu trabalho invisível sem importância. Meu trabalho para sustentar futilidades humanas. Meu trabalho de provocar o que não sentes, mas gostarias de sentir. Meu trabalho escravo, minha pele é escura tal qual meu coração, sou imigrante, sou forasteiro. Por isso minhas lágrimas são mais fortes que minha esperança Negras lágrimas que vem do desrespeito, do abandono, do preconceito E não se importas se o chão que pisas sou eu Meu povo não tem pão Mas terá circo... poesia .
gardei tudo aí dentro