... Eu na beira fitando o profundo Via meu vazio em silencioso mergulho e eu era um abismo sem fundo sem saber onde foi que perdi minha vida entre lixo e entulho Eu na beira fitando o pélago como voo perdido de uma pluma na espuma na água salgada minhas lágrimas não fazem diferença nenhuma, meu sangre entre o rubor de seu roseiral não faz diferença nenhuma Eu deixado à margem, bastardo legítimo minha insignificância pertence ao infinito e o infinito pertence ao meu íntimo meu conflito aflito e contrito necessidade de amor infinito Eu mendigo, eu viciado, ou eu deprimido Ansiedade a medir o abismo com uma régua Eu marginal, preso a pesos e pesares sem trégua Na beira de mim ouvindo o não dito Na multidão impessoal e incompreensível eu sou mais um, sou invisível Na multidão minha presença, não faz diferença não. Como se eu fosse um poema, uma mentira ou estórias fictícias, Apesar de sempre estar lá nunca apareci nas estatísticas. .
gardei tudo aí dentro