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Não quis

Ziz é uma russa belíssima
De cabelos dourados com tons de prata
Que lhe caem em tranças sobre os ombros
Mas de olhos azuis gelados como seu próprio coração.
Nua armadilha armada
Amada armadilha nua
Oferece seus seios para quem quiser matar a sede carnal
Ou se matar.
Maligna alegria disfarçada em boa intenção
Naquele dia ela lambeu os lábios me disse: a vida é doce!
Imã irmã da maçã
Eu nunca quis encontrar seus vínculos.
E lutando contra seu magnetismo,
Sua nódoa.
Estive preso e me desprendi.
Sem marca.
Quebrei os meus retrovisores
Contudo bebi do meu veneno
Com o coração em sobre saltos a cada som de campainha
Andei dândi de lá pra cá

E foi assim que Ziz quis
cortar minhas sete tranças, vazar meus olhos,
Mas não descobriu meu coração
Nem dormi em seus joelhos

Deus, eu não sei o que estão tramando contra mim
Talvez eu nem seja de todo inocente
Mas eu confio no Senhor
Por isso temer não quis

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