Pular para o conteúdo principal

Cardos


Depois de amanhã de manhã
O dia nascerá incerto
E hoje a tarde será tarde de mais
Para que eu te encontre de novo.
A vida passa
Oportunidades passam
E pessoas pasmam.

Para que eu te encontre de novo
Como na noite passada de madrugada.
Como passei de madrugada
Minha vida passa.
Minha procura descabida
Minhas lembranças passadas.

Já não choro mais por causa disso
Fui eu mesmo que plantei meus abrolhos,
Urzes e cada cardo.
A quem se incumbirá à função de arrancá-los?


A mim não
Por favor, a mim não

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Do verbo Clarir

Na poesia meu ser Adélia e minha face Cora como se meu coração Clarice(sse)... e sinto pesar por Ana Cristina Cesar que não coube nesse verso.

jovem

Quando eu era jovem, correr atrás do vento fazia muito sentido para mim, eu pensava que a vida era isto.

no fundo

Tanta coisa. Repetidamente. Tanta coisa por fazer ante a indisposição em fazê-las. Intermitente. Pensando em desistir. Tanta coisa. Desejando outra vida e minha vida girando em círculos. Tanta coisa. Déjà vu. Um ciclo vicioso de mesmas coisas. Caleidoscópio de insights alucinados Tanta coisa que cansa, por isso fechei os olhos estando acordado e tapei os ouvidos estando eu atento, busquei abrigo no íntimo, Por isso mudo, caminhei o dia inteiro de olhos fechados, há palavras que não valem a pena serem ouvidas. Exigiram providencias e não as cumpri, mesmo calado eu disse não. Não me importava mais com as consequências, e não tinha medo, não tinha nada a perder. Onde o homem está, ali está o seu tesouro e eu estava dentro